Há um ano e meio quando comecei a escrever no Magra e Rica, o que eu tinha em mente era algo realmente muito simples. Uma ferramenta terapêutica pra incentivar meu emagrecimento necessariamente urgente (motivos de saúde, entre outros). Sem pretensão de virar musa fitness, jornalista especialista em fitness, profeta de barrigas, bochechas ou qualquer parte do corpo negativas. Não me identificava com os ziilhões de #projetos. Só queria um lugar meu. Pra escrever e desopilar sobre esses processos nada simples. E compartilhar experiências com pessoas passando por caminhos semelhantes.
Do meu ponto de vista pessoal, o blog foi um sucesso. Desculpe a falta de modéstia mas é que foi! E é justamente por isso que ele acaba hoje. Contraditório, não? (Na realidade sabemos que ele já ta paradinho faz tempo, estou apenas colocando um marco definitivo, porque gosto de “closures”).
O blog não foi um sucesso apenas porque eu emagreci (se alguém quer muito saber, foram uns 14, 15 kilos, no período em que escrevia os posts). Essa foi só uma das consequências dele.
Talvez a maior conquista que ele me proporcionou foi ter lidado em voz alta com a compulsão alimentar. Mina, isso não é fácil. É claro que coloquei aqui só um tiquinho da minha vivência na terapia. Mesmo assim, foi extremamente curativo. As pessoas não falam sobre isso. Especialmente as pessoas gordas, obesas, comumente minimizam, ridicularizam, fazem piada a respeito do “comer demais” (pessoas magras também o fazem, mas aí é babaquisse mesmo e não fuga da realidade).
Compulsão é compulsão. Uma relação saudável com a comida é uma relação saudável com a comida.
Mas é importante lembrar que nem toda gorda/gordo é compulsivo. E nem todo comedor compulsivo é gordo/gorda. A anorexia e a bulimia são alguns exemplos de distúrbios alimentares que mostram bem como uma péssima relação com a comida também pode vir acompanhada de um corpo muito magro ou até todo marombadão.
Só que quando rola, a compulsão não é caso para stand up amador. É coisa séria. Que precisa ser tratada de frente, como qualquer outro caso de adicção ou dependência. Com o primeiro e dificílimo passo do reconhecimento; a auto-responsabilidade; o acolhimento familiar/social; ajuda profissional e baldes e baldes de coragem.
Enfim. Voltando. Além dessa questão, foram muitas outras que permearam os bastidores dos textos aqui do blog. Entre elas, a dificuldade em lidar com limites. O empoderamento do feminino em mim. O autoacolhimento com afeto. A reconquista da sensualidade. A superação. E muitos passos no caminho do respeito próprio.
Que me levaram por sua vez ao momento que estou hoje, que é toooooda uma outra história muito mais comprida, muito mais doida, muito mais profunda e mais revolucionária. Mas que tem TUDO a ver com a reconexão e cuidado com meu corpo, minha mente e seus sofrimentos. E esse cuidado, despertei em mim exatamente pouco antes deste blog começar. Então sim, ele faz muito parte dessa história, da minha história. E foi um p. dum golaço na minha vida. Mesmo pequenininho. Mesmo tento durado pouco. Mesmo com o nome irônico que ninguém – nunca, nunca, nunca - entendia (escola Sheldon de ironia – flopado total).
Então aqui me despeço. Para dizer novos ois em breve. Para continuar falando sobre corpo, kilos, beleza, respeito, padrões, amor-próprio, tudo isso que eu amo falar e muito mais, só que... muito mais. Ficar sem escrever não dá.
Muito obrigada pela companhia até aqui. Vocês fizeram toda a diferença. E sou muito, muito grata a cada uma/um que postou um recadinho, curtiu, compartilhou seus infortúnios, torceu, encorajou, mandou uma energia boa, abraço, beijo ou high-five. Recebam meu amor.
Do meu ponto de vista pessoal, o blog foi um sucesso. Desculpe a falta de modéstia mas é que foi! E é justamente por isso que ele acaba hoje. Contraditório, não? (Na realidade sabemos que ele já ta paradinho faz tempo, estou apenas colocando um marco definitivo, porque gosto de “closures”).
O blog não foi um sucesso apenas porque eu emagreci (se alguém quer muito saber, foram uns 14, 15 kilos, no período em que escrevia os posts). Essa foi só uma das consequências dele.
Talvez a maior conquista que ele me proporcionou foi ter lidado em voz alta com a compulsão alimentar. Mina, isso não é fácil. É claro que coloquei aqui só um tiquinho da minha vivência na terapia. Mesmo assim, foi extremamente curativo. As pessoas não falam sobre isso. Especialmente as pessoas gordas, obesas, comumente minimizam, ridicularizam, fazem piada a respeito do “comer demais” (pessoas magras também o fazem, mas aí é babaquisse mesmo e não fuga da realidade).
Compulsão é compulsão. Uma relação saudável com a comida é uma relação saudável com a comida.
Mas é importante lembrar que nem toda gorda/gordo é compulsivo. E nem todo comedor compulsivo é gordo/gorda. A anorexia e a bulimia são alguns exemplos de distúrbios alimentares que mostram bem como uma péssima relação com a comida também pode vir acompanhada de um corpo muito magro ou até todo marombadão.
Só que quando rola, a compulsão não é caso para stand up amador. É coisa séria. Que precisa ser tratada de frente, como qualquer outro caso de adicção ou dependência. Com o primeiro e dificílimo passo do reconhecimento; a auto-responsabilidade; o acolhimento familiar/social; ajuda profissional e baldes e baldes de coragem.
Enfim. Voltando. Além dessa questão, foram muitas outras que permearam os bastidores dos textos aqui do blog. Entre elas, a dificuldade em lidar com limites. O empoderamento do feminino em mim. O autoacolhimento com afeto. A reconquista da sensualidade. A superação. E muitos passos no caminho do respeito próprio.
Que me levaram por sua vez ao momento que estou hoje, que é toooooda uma outra história muito mais comprida, muito mais doida, muito mais profunda e mais revolucionária. Mas que tem TUDO a ver com a reconexão e cuidado com meu corpo, minha mente e seus sofrimentos. E esse cuidado, despertei em mim exatamente pouco antes deste blog começar. Então sim, ele faz muito parte dessa história, da minha história. E foi um p. dum golaço na minha vida. Mesmo pequenininho. Mesmo tento durado pouco. Mesmo com o nome irônico que ninguém – nunca, nunca, nunca - entendia (escola Sheldon de ironia – flopado total).
Então aqui me despeço. Para dizer novos ois em breve. Para continuar falando sobre corpo, kilos, beleza, respeito, padrões, amor-próprio, tudo isso que eu amo falar e muito mais, só que... muito mais. Ficar sem escrever não dá.
Muito obrigada pela companhia até aqui. Vocês fizeram toda a diferença. E sou muito, muito grata a cada uma/um que postou um recadinho, curtiu, compartilhou seus infortúnios, torceu, encorajou, mandou uma energia boa, abraço, beijo ou high-five. Recebam meu amor.
O convite está feito. Com afeto e com açúcar, não adoçante. Só pra variar.
A gente se vê por aí:
Um sorriso pra vocês.
Rubia

